quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Perdoe-me tanto laquê - Juliana Gervason

Eu tinha um planejamento já esquematizado para o blog, mas depois de ler este livro, ele tinha que passar na frente. Não poderia guardar meus comentários para depois. Vamos lá?


Cotidianidades, idiossincrasias, vontades, saudades de Ana Cristina Cesar, preces, carências. A simplicidade e a complexidade de alguém sensível, que sente demais o seu redor; e observadora, que observa tudo o que a cerca e traduz em palavras o que todo mundo viu e sentiu, mas não se deu conta. Tudo isso é apenas parte da obra que o leitor tem em mãos. O livro de estréia que aqui está (o primeiro, e com gosto de experiência antiga), contém sua alma, suas alegrias, seus temores, suas angústias e questionamentos; seu bom humor, sua tristeza, sua acidez e sua delicadeza; seu coração mineiro maior que o mundo.  Manuseie com cuidado. Pensando melhor, use e abuse. Não é todo dia que nos deparamos com livros como este.

Tatiana Feltrin



Perdoe-me tanto laquê é um livro de poesias escrito pela Juliana Gervason do blog e canal Batom de Clarice. Juliana é, por formação, doutora em estudos literários, além de professora, blogueira e vlogueira. Uma mulher tão multifacetada só poderia ser poeta. Seu livro de estréia é repleto de cotidianidades e belas palavras. Traz apresentação de Tatiana Feltrin do Tiny Little Things e prefácio de Patrícia Pirota do Ainda Minina Má (É minina com i mesmo, não escrevi errado. Rs).

Este é um livro para ler em uma "tacada" só, para começar e não parar. Comigo foi assim. Comecei a ler na terça-feira, enquanto aguardava uma consulta médica e em um curto período de tempo terminei. Por mais que eu tentasse prolongar a experiência, ela acabou, para mim, muito rápido. Eu queria mais páginas ali, mais poesia, mais desassossego.

A escrita da Juliana Gervason é um deleite. O refinamento de suas palavras não roubam a emoção da leitura. A estrutura de sua poesia é quase um jogo, uma troca entre autora e leitor. Cada vez que sorvia suas palavras conseguia imaginar perfeitamente cada sentimento envolvido ali, no fim já não conseguia distinguir o que era Juliana e o que era eu. É uma experiência muito prazerosa.

Enquanto lia, tentava escolher minha parte preferida, não consegui escolher apenas uma. Isso seria até uma injustiça.




Por fim, termino assim, perdoem tanto laquê, ou melhor, perdoe-me você, Juliana, por querer mais da tua dor, mais da tua cor, mas de tua alma.

"para além de mim há um algo tão para além que pára além de mim" (p. 19).

Perdoem o amadorismo do blog. Sou nova nisso. ;)

A paz!



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